Ao viajar pelos recantos de nosso estado percebo ainda uma grande dificuldade dos Empreendedores locais de desenvolver seus projetos e empreendimentos. A paisagem seca e árida do sertão de nosso estado faz os empreendedores se questionarem se é possível produzir algo numa região de tantas adversidades, poucos investimentos públicos e falta de interesse governamental e baixa densidade demográfica.
Desde a época da colonização do Brasil ir para o interior do País era missão para os mais destemidos, pois além das dificuldades de mantimentos, e do clima, haviam ainda os índios que resistiam de forma agressiva a chegada do homem Europeu às nossas terras. A Expansão da Pecuária como forma alternativa de economia para os potiguares no período da colonização do interior do Rio Grande, exigiu grandes esforços e muita coragem daqueles desbravadores.
Hoje os empreendedores não precisam enfrentar “selvagens”, tampouco faltam mantimentos, as dificuldades estão ligadas a escassez de mão-de-obra qualificada e de poder aquisitivo da população.
Entretanto acredito que em pouco tempo esta realidade mudará. Na verdade já tem mudado, com a expansão da educação federal pelo interior do Nordeste, expansão esta, que contribui de forma importante para mudar a mentalidade e a cultura das pessoas que moram nestas regiões. A chegada de servidores docentes e técnicos administrativos concursados para estas regiões com a implantação das IES – Instituições de Ensino Superior gera uma integração de conhecimento, aumento do poder econômico do município e o surgimento de novas oportunidades para os empreendedores. O que estimula a população local a buscar mais conhecimento e tecnologia para empreender e viver melhor.
É importante ainda destacar que a grande maioria destas expansões levou em consideração as potencialidades econômicas das regiões beneficiadas, favorecendo formação de mão-de-obra qualificada, com reais perspectivas de empregabilidade. Esta ação favorecerá ao fortalecimento dos pólos econômicos do nosso Estado, conforme destaco: Mossoró e Região com Sal, Petróleo, castanha de Caju e Fruticultura Irrigada. Região do Vale do Açu com a fruticultura irrigada e o pólo ceramista. A região de Macau/Pendências com a Pesca e Petróleo. A região do Seridó com a pecuária de corte e leiteira, destacando a produção de queijos e a produção de minérios. A região do Sertão central com a pecuária leiteira, criação de caprinos/Ovinos e Mineração em Lajes, Trairi/Potengi com pecuária e têxtil e nos municípios da grande Natal destacamos o Turismo e serviços.
Com a chegada dos Cursos de Engenharias, Ciência e Tecnologia e Informática no sertão central, no Médio e alto Oeste do RN, através dos Campis da UFERSA, instalados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros percebe-se claramente a necessidade de empenho dos gestores na busca de empresas e organizações que desejem se fixar próximo a esses municípios visando aproveitar as potencialidades locais, interagir com a comunidade científica, e principalmente aproveitando a mão-de-obra gerada por estas Universidades.
Estas mudanças na economia e na vida social dos municípios, que agora passam a ser pólos de atração de jovens e profissionais ligados a educação gera um ambiente favorável ao surgimento de novos negócios. Vislumbro boas oportunidades para essas regiões, entretanto, entendo que é preciso haver uma articulação melhor entre os gestores municipais, o governo estadual, as Instituições de Ensino Superior, os órgãos de desenvolvimento econômico, as Instituições de fomento, e as associações de classe, em especial a FECOMÉRCIO para que seja possível se planejar melhor o desenvolvimento destes municípios e regiões, orientando e preparando as pessoas para que sejam capazes de empreender neste novo cenário, favorecendo assim que estas oportunidades sejam aproveitadas pelas pessoas da região, pois algum empreendedor certamente irá aproveitá-las e conseguir alcançar o sucesso.
É preciso que os gestores públicos trabalhem para levar investimentos que criem empregos e possam gerar renda nas regiões com altos índices de desemprego, violência e de emigração da população. Acho muito importante e sei da questão estratégica da Energia para qualquer região, entretanto percebo que se tem promovido de forma demasiada a instalação de parques de energia eólica em nosso estado, mas a geração de empregos para a população é insignificante. Os gestores precisam focar na geração de emprego e renda, e incentivar a interiorização da industrialização do estado, focando nas potencialidades de cada município, estimulando a economia local, regional e a estimulando os fluxos migratórios pelo estado, atraindo as pessoas mais qualificadas para estas áreas de expansão econômica, aliviando a pressão demográfica que existe na Grande Natal.
Portanto, se desejamos que o nosso estado continue a crescer, nossos líderes precisam trabalhar firmemente em prol de um planejamento de médio e longo prazo para que que este momento seja muito bem aproveitado.
Assim é preciso destacar o trabalho de alguns parlamentares, principalmente o da Deputada Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores que tem se dedicado de forma intensa a trabalhar pela expansão da educação tecnológica e superior pelo interior do Rio Grande do Norte.
Assim é preciso destacar o trabalho de alguns parlamentares, principalmente o da Deputada Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores que tem se dedicado de forma intensa a trabalhar pela expansão da educação tecnológica e superior pelo interior do Rio Grande do Norte.

