.'. Kleber Cavalcante de Sousa: BRASIL
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domingo, 12 de julho de 2015

A CORRUPÇÃO NO BRASIL

Um dos grandes problemas Brasileiros é a CORRUPÇÃO. Lamentavelmente a população brasileira aceita e é complacente com esse mal, que assola e destrói o nosso País. A nossa população aceita e é conivente com a política do “jeitinho Brasileiro”, quando permite que as pessoas se utilizem da “lei de Gerson”, quando se omite em denunciar, ou quando no seu dia a dia não cumpre o seu papel, e/ou não exige que as pessoas cumpram às regras, os contratos e as leis.
Aliado a esse fato, vivemos em uma cultura da IMPUNIDADE, em que há um sistema que favorece pela não punição dos culpados. Obviamente, aqueles que possuem mais condições, pois ou possuem mais conhecimento de como burlar a lei e as regras, ou possuem recursos para contratar os melhores juristas para defendê-los. Segundo um relatório da ONU (2009) esse é um dos grandes problemas do Brasil para combater a Corrupção.
É nesse contexto de cumplicidade e omissão que vive a nossa sociedade “organizada”. Mas será que somos uma sociedade organizada? Considero que ainda estamos nos organizando, visto que o termo organização estabelece regras e cumprimento das mesmas. Boa parte da nossa sociedade sabe muito mais exigir seus direitos, que cumprir seus deveres, só consegue ver as falhas dos outros, mas não observa as suas falhas. Exige-se que as outras pessoas cumpram as regras, mas procura meios para burlá-las, quando essas regras impedem do alcance dos seus objetivos. Exige que os políticos sejam probos, honestos, mas quando se observa uma situação que pode lhe trazer algum benefício, procura subterfúgios e “jeitinhos” para tirar vantagens da situação.
Oh! Pobre futuro do Brasil. Estruturas arcaicas de poder não permitem que mudanças sejam implantadas no Brasil, em busca de maior rigor nas leis e na busca de maior punição. Um País onde é necessário investir maciçamente em educação e cultura. Educar para a prática da virtude, e extinguir da sociedade essa cultura da vantagem, do “esperto”, do malandro. Como dizia Aristóteles somente à prática da virtude nos levará a felicidade, e essa busca pela felicidade de forma virtuosa deve ser a ética que rege as relações pessoais.
Como a pauta do momento na Mídia é a corrupção, e observa-se a população cada vez mais indignada com os desvios de dinheiro público e com as vantagens “ilícitas” alcançadas por agentes políticos e públicos no exercício de seus mandatos e cargos públicos; defendo que é a hora de iniciar um grande debate em todas as organizações sobre os fatores e as responsabilidades de cada um de nós, sobre a manutenção desta cultura do jeitinho brasileiro, que alimenta a corrupção em nosso país. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

UM ANO APÓS A COPA DO MUNDO.



O Brasil é um País fantástico, repleto de belezas e riquezas naturais, grande diversidade cultural e um povo trabalhador e hospitaleiro. Uma nação jovem que busca se consolidar como um lugar melhor para se viver. Apesar de todas essas potencialidades a população brasileira sofre, com mazelas e com problemas estruturais crônicos. A insegurança e a falta de serviços públicos de educação e saúde de qualidade é um desses problemas. Por outro lado, o Brasil é um dos países que mais eficientes para arrecadar impostos e tributos de seus cidadãos e das organizações (empresas e instituições). 
Recentemente, no ano de 2013, a população brasileira foi às ruas das grandes cidades do País para mostrar a sua indignação e exigir melhores serviços públicos. A população se cansou de promessas e discursos vazios dos agentes políticos, perdendo a paciência e se rebelando contra essa crise na gestão pública.  A realização da Copa do Mundo no Brasil e os recursos públicos destinados para financiar ou custear as obras foram os fatores que estimularam a revolta da população.
Lamentavelmente, após um ano da realização da copa, a população começa a identificar os grandes vencedores da copa e o verdadeiro legado para a população. Os vencedores não foram os alemães e os legados não foram os estádios. Quem ganhou com a copa do mundo no Brasil foram às empreiteiras, grandes financiadoras de campanhas políticas, algumas que estão envolvidas nos problemas da Petrobras. O grande legado são os elefantes brancos (estádios) inviáveis economicamente, em razão da baixa média de público que os frequenta.
Na verdade, a copa do mundo não foi para os Brasileiros, foi para poucos investidores, para a FIFA e seus parceiros. Mas serviu para mostrar, como é fácil manipular as massas, através da oferta de “Pão e Circo”, como os Césares e os imperadores faziam  na  Roma Antiga.