.'. Kleber Cavalcante de Sousa

quinta-feira, 18 de julho de 2013

GESTÃO PÚBLICA EFICIENTE



       O Brasil vive um momento bastante peculiar da sua história democrática. A população foi às ruas neste mês de junho, se pronunciou e fez severas críticas aos gestores públicos brasileiros. Tal manifestação se deve aos diversos problemas sociais existentes em nosso País, sobre os desvios de condutas, a má gestão dos recursos públicos, a falta de transparência e de prioridades para a EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA E MOBILIDADE URBANA.
       Estas manifestações da população Brasileira foram destaques na imprensa mundial, e os analistas destacaram que os Brasileiros “acordaram” e estão mais exigentes com relação à qualidade dos serviços públicos prestados no Brasil, que é um dos Países com a maior carga tributária do Mundo.
       No cerne desta questão está a gestão. Percebe-se claramente que um dos grandes problemas da administração pública brasileira é a qualidade da gestão. Esta qualidade tão almejada só pode ser alcançada através de uma profissionalização dos quadros funcionais dos órgãos públicos. Na esfera Federal já é perceptível esta mudança, pois os últimos governos têm direcionado os seus processos de recrutamento e seleção buscando profissionais mais adequados e competentes para o exercício das funções técnicas e estratégicas dos diversos órgãos federais.
       Neste sentido, destaca-se o aumento do número de profissionais técnicos de nível superior (Advogados, Administradores, Contadores, Economistas, Gestores Públicos, etc.) ingressantes nos órgãos do Governo Federal e de alguns Governos estaduais. Este aumento da qualificação dos profissionais contratados de forma efetiva, associado ao devido encaminhamento destes profissionais para assumir funções, cujas competências lhes garantam o bom desempenho das funções assumidas, certamente contribui para o alcance de melhores resultados na gestão dos problemas e demandas dos órgãos, tornando a gestão pública mais eficiente atendendo assim, as demandas sociais do nosso País.
       Entretanto, ainda há muito a fazer, pois além da profissionalização nos órgãos no âmbito federal, é preciso qualificar a gestão estadual e municipal. Este é o grande desafio de nosso País.
A constituição federal aumentou as responsabilidades dos municípios e contingenciou os seus recursos, através dos repasses vinculados, o que exige atualmente uma gestão cada vez mais eficiente e mais capacitada para gerir os recursos do município. Por lei cabe ao município: Oferecer a educação infantil; Oferecer práticas esportivas e de lazer a juventude; Assistência básica de Saúde; Limpeza urbana e destinação adequada do lixo; Promover o ordenamento territorial e a execução da política urbana; Gerir e promover políticas de mobilidade.  
       Associados a estas responsabilidades constitucionais que os municípios precisam encontrar soluções, destacam-se alguns problemas sociais como: Lixo, o aumento da violência, o desemprego, a carência de moradia, a questão do saneamento, a expansão urbana, a sustentabilidade e a mobilidade urbana, que afetam as cidades brasileiras, e que a população se cansou de esperar pelas soluções, que na grande maioria dos casos não podem ser alcançados por um município sozinho, mas através de um consórcio de municípios e com o apoio dos governos estaduais e federais. Contudo, todos os recursos que podem ser direcionados para resolver os problemas sociais e estruturais dos municípios, para ser liberados, precisam de projetos e estes precisam comprovar a sua viabilidade econômica e financeira, e para isso precisam ser feitos por profissionais capacitados e com as devidas competências para tal. É notório, que no Brasil só os projetos não são suficientes para a liberação de recursos, mas é importante destacar que sem projetos, não há liberação de recursos.
       E é neste cenário de aumento de responsabilidades, aumento de cobrança da população, crescimento desordenado, e escassez de recursos para investimentos em infraestrutura que se encontram nossos municípios e seus gestores, cuja responsabilidade é muito grande. Assim, entendo e defendo que a melhor maneira de mudar a realidade dos municípios Brasileiros é a profissionalização da Gestão Pública Municipal, profissionalização esta exigida pelos “clientes” do serviço públicos, que são os cidadãos, aqueles que através dos seus impostos pagam os salários e a infraestrutura existente, e que cabe aos escolhidos ou convocados administrar de forma eficiente e transparente.
       Esta profissionalização ocorre quando as organizações possuem pessoas comprovadamente competentes para gerir e assessorar os gestores nas funções de planejamento, direção, organização e controle, proporcionando a gestão municipal às condições essenciais a busca da eficiência e do alcance dos melhores resultados, através dos recursos existentes.
       

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A profissionalização da Gestão Pública Municipal

A profissionalização da Gestão Pública Municipal foi o tema da Palestra ministrada pelo Administrador e Professor Kleber Cavalcante de Sousa, representando o CRA-RN e CFA/ADM, no último dia 27 de Junho, em evento promovido pelo TCE/RN - Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte em parceria com a Escola de Governo do Rio Grande do Norte.
A palestra teve como público os prefeitos, secretários municipais e servidores ligados a gestão de mais de 100 municípios do Rio Grande do Norte, convocados pela FEMURN - Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte. Estimam-se mais de 500 pessoas no evento.
    Nesta palestra foi abordado a importância da profissionalização da gestão no poder público, enfocando que é preciso que as prefeituras contratem e/ou capacitem seus servidores, de forma a estarem preparados para o exercício de suas funções, a fim de atender as demandas sociais e da população, e tornar a gestão mais eficiente. 
     Recomendo a leitura de um artigo que publicamos no portal administradores.com, enfocando a importância de uma Gestão Pública Eficiente. Segue link:
http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/em-busca-de-uma-gestao-publica-eficiente/71697/

 




terça-feira, 9 de julho de 2013

RN - PORTAL DO ATLÂNTICO SUL




  O aeroporto de São Gonçalo do Amarante sempre foi considerado como um novo aeroporto para o RN. Inicialmente evidenciado com um aeroporto de cargas e para os voos internacionais foi considerado como a entrada e saída de produtos e pessoas da Europa, Ásia e África para o continente americano, isto em razão da sua localização estratégica, e da extensa área  disponível para a instalação dos galpões das empresas que desejassem trabalhar com logística, além de se localizar numa área próxima a ZPE – Zona de processamento de Exportações de Macaíba - lembro que o RN já serviu como um trampolim para a vitória, e agora pode ser o PORTAL DO ATLÂNTICO SUL. 
Recentemente tenho acompanhado na mídia que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante irá substituir as atividades comerciais do Aeroporto Augusto Severo, o que acho um sério risco para a economia do Rio Grande do Norte, visto que este novo terminal aeroportuário não foi inicialmente pensado e planejado para os voos domésticos, mas sim para servir de um emissor e receptor de pessoas e cargas em nosso continente, sendo um grande local para conexões para os voos internacionais, assim como o é Recife e Salvador. 
A classe política de nosso estado precisa se mobilizar para viabilizar a manutenção em atividade do Aeroporto Augusto Severo, e fazer que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante funcione como um terminal de Entrada para os Grandes Aviões, sendo o ponto de parada dos voos intercontinentais, e um grande ponto de apoio a ZPE de Macaíba, e neste sentido o governo do RN precisa agir oferecendo benefícios fiscais, e construindo a infraestrutura necessária para contribuir na implantação e consolidação deste novo terminal aeroportuário, em nosso estado. Por outro lado, acredito que é preciso a manter o funcionamento do aeroporto Augusto Severo, como um aeroporto de caráter doméstico para companhias que comerciais e regionais, aumentando o número de rotas comerciais que tenham Natal como origem e destino, o que aumentará o número de empregos e renda na economia local, através do turismo e das atividades ligadas a esta importância indústria.
ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL DE HOJE - 09 de maio de 2013.

terça-feira, 2 de julho de 2013

INOVAÇÃO NA GESTÃO DE PESSOAS - PROINOVA

Ministrando o módulo de Inovação na Gestão de Pessoas, do Projeto PROINOVA, no Polo de Natal. O PROINOVA é um projeto executado para PROMOVER A INOVAÇÃO junto às pequenas e micro-Empresas do Rio Grande do Norte.
Em todo o Rio Grande do Norte são mais de 70 empresas sendo capacitadas para a INOVAÇÃO através do PROINOVA, que envolve Professores das Instituições de Ensino Superior Públicas do Rio Grande do Norte ( UFRN, UFERSA, UERN,IFRN), e sob a égide do SENAI, que é órgão Gestor do Projeto, indústrias dos diversos segmentos da Indústria Potiguar se capacitam para Inovar e Empreender.


Emprendedores participantes do PROINOVA - NATAL

domingo, 12 de maio de 2013

O MUNDO PRECISA DE EMPREENDEDORES SOCIAIS



O acelerado desenvolvimento tecnológico e industrial do mundo moderno, associado aos ilimitados desejos dos seres humanos gera uma série de problemas para a sustentabilidade, entre eles destacam-se: O lixo, a poluição do ar e dos rios, poluição dos mares e oceanos, a devastação das florestas, e as doenças sociais e emocionais na população causadas pelo stress e pelo excesso de trabalho e pelas frustações da vida moderna.
Por outro lado, observa-se cada vez mais a incapacidade dos Estados modernos de proverem todas as necessidades de seus cidadãos, que a cada dia estão mais exigentes e com mais necessidades para serem atendidas. Assim, percebe-se uma crise nos serviços de saúde, educação, segurança, trânsito e transporte urbano, crise esta causada pela falta de planejamento de médio e longo prazo nas políticas públicas, a fim de tornar os aparelhos estatais mais preparados para melhor servir os seus cidadãos.
Neste contexto, surgem as organizações sociais, também denominadas OSCIP – Organizações Civis de Interesse Público – que são voltadas para atender as demandas da sociedade e que não visam obter lucro, com seus serviços. Estas organizações surgem através de pessoas que através da sua visão e da vontade de fazer o bem para contribuir para a melhoria de vida da coletividade, institucionalizam as suas ideias e projetos, e através de suas organizações executam e implementam atividades para atingir este fim, que é a melhoria de vida das pessoas. 
            Estes líderes de visão, capazes de sonhar e que planejam e conseguem executar atividades para atingir seus sonhos, contribuindo para a melhoria da vida das pessoas, são denominados de empreendedores sociais. Eles são os responsáveis por criar e executar atividades que possam transformar a vida e a realidade de pessoas ou de um grupo de pessoas.
            Na visão de Fischer (2011) e Parente et. al. (2011) os empreendedores sociais buscam incrementar o desenvolvimento socioambiental de comunidades que não se desenvolveram, realizando inovações sociais e aplicando técnicas de gestão para promover um valor social, e assim promover a inclusão social das pessoas destas comunidades.
           Ao empreendedor social cabe a missão de criar as condições necessárias para contribuir na formação de cidadãos, tornando-os mais capazes para suplantarem os obstáculos do seu dia-a-dia, e assim contribuir para que os mesmos sejam mais auto- sustentáveis.
            A ASHOKA (2012) é uma organização que foi criada para apoiar e desenvolver empreendedores sociais, ela define os empreendedores sociais, como:
“Indivíduos visionários que possuem capacidade empreendedora e criatividade para promover mudanças sociais de longo alcance em seus campos de atividade. São inovadores sociais que deixarão sua marca na história”.
É através deste trabalho destes empreendedores sociais que o mundo vai mudando e se tornando um lugar melhor de se viver.
Os empreendedores sociais são idealistas e são missionários, trabalham e se esforçam para alcançar seus objetivos, que na maioria das vezes estão relacionados com a geração de felicidade ou de melhores oportunidades para que as pessoas possam viver. Combater a pobreza, diminuir a fome, gerar emprego e renda, diminuir a violência e a contribuir na formação e educação das pessoas são alguns dos problemas que os empreendedores sociais podem trabalhar para resolver.
A criação de organizações de caráter social ou o desenvolvimento da cultura da responsabilidade social em organizações públicas e privadas é uma importante ação estratégica do Empreendedor Social, que contribui para a construção de um exército de pessoas trabalhando pela construção de um mundo melhor.
            Ser empreendedor social é ser comprometido com a geração de idéias, estratégias e ações voltadas para mudar a vida das pessoas, tornando-as mais produtivas, mas felizes e mais saudáveis, e isto pode ser feito através da liderança, da ética, da persistência e da prudência.
No mundo contemporâneo há diversas organizações voltadas para ajudar e contribuir para melhorar a vida das pessoas, mas este esforço ainda é insuficiente, em razão dos diversos problemas do mundo, assim os empreendedores sociais são considerados essenciais para melhorar o mundo contemporâneo.

 REFERÊNCIAS
ASHOKA – Organização mundial sem fins lucrativos. 2013. Disponível http://www.ashoka.org.br. Acesso: 13 Maio 2013. 
FISCHER, R. M. Empreendedorismo social: apontamentos para um debate. In:. In: SOLA, L. (Org.) Políticas Sociais – Ideias e Práticas. São Paulo: Editora Moderna, p. 183-286, 2011.
PARENTE, C.; COSTA, D.; SANTOS, M.; CHAVES, R. R. Empreendedorismo ocial: contributos teóricos para a sua definição. In: Encontro Nacional de Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho: Emprego e Coesão Social: Da Crise De Regulação À Hegemonia Da Globalização, 14 .2011, Lisboa.. Anais... Lisboa, 2011.